Right people. Distances wrong.
Não, eu não sou dessas meninas que ficam correndo atrás de um garoto que me trata mal, não mais. Eu não gosto de ser maltratada, nem que for só por “brincadeirinha”. Eu não suporto meninos arrogantes que se acham o rei da cocada, e nem muito menos aqueles que saem por ai dizendo que pegam todas. Eu sou dessas que gostam daqueles meninos mais simples, da moda antiga. Aqueles que preferem assistir um filme em casa com a namorada, em vez de sair para a balada lotada no fim de semana. Eu não vou, em momento algum usar meu corpo para conseguir um garoto, e nem muito menos aceitar que me chamem de “gostosa” como se fosse a coisa mais romântica do mundo. Eu não sou assim, e na verdade nunca vou ser. Eu não mudo de opinião por causa dos outros, e se quiserem me abandonar que me abandonem, porque quem realmente gosta fica com você até o final. Eu sou sim complicada, não vou negar, mais creio que algum dia alguém irá conseguir desvendar os meus segredos mais ocultos, tenho fé nisso. Também não sou aquela que larga de tudo e de todos só por causa de um garoto, não mesmo. Quem quiser ficar comigo terá que respeitar todos os meus amigos, e todas as minhas vontades. Não, não é egoísmo, e se você achar que é também não irá fazer diferença alguma em minha vida. É que eu cansei de ser aquelas que todos só sabem pisar como se fosse um nada, agora o jogo virou, e hoje quem pisa sou eu. Letícia - (des-ve-lar)
(via p-ersist)
“Eu não posso ser a única a engolir o orgulho, não posso fazer todas as vontades dele. Não pode ser assim, ele brigar e me ignorar, não somos mais criança. Droga, eu deveria ter evitado tudo isso, evitado o amor, a paixão e ele. Mas é tarde demais, e isso tá me machucando, é tarde demais pra desistir do amor e me quebrar de vez — Pego o táxi, e chego na casa dele:
— Você por aqui?
— Não se faça de idiota, você sabe que temos muito que conversar…
— É, temos. Mas não pode ser na hora que você quer.
— Ah, me esqueci, tudo tem que ser na sua hora. Não é?
— Ah, esquece. Entra, havia me esquecido que você é infantil. Então…
O silêncio reinava, poderia até escutar uma mosca passar. Ele estava lindo, com sua camisa azul alinhada, seu cabelo perfeitamente bagunçado. Droga, eu já havia me perdido em seus olhos friamente profundos.
— Então?
— Você não sentiu minha falta?
— Senti.
— Por que não foi atrás?
— Não sou tão idiota quanto pareço ser, o que adiantaria ir atrás? E na boa, eu to me cansando disso tudo. Você acha que só machuca você, mas não é bem assim.
— Eu sei, pude ter sido um pouco rude…
— Um pouco? Um pouco é bondade sua, não acha?
— Não começa.
— É, não tem como começar mesmo, uma coisa que já terminou.
— Como assim?
— A gente terminou, não?
— Eu vim atrás de você, pra voltar. Mas tudo bem, se você quer assim, eu respeito. mas lembre-se: Que não é só você que sai machucado com isso tudo.
— Eu quero você… Cara, você não tem noção do que fala. Eu pensei em você esse tempo todo. E não foram uma ou duas semanas, foram seis meses e você acha que eu não te quero? Mas eu to me cansando, cansando de sempre brigar com você, de nenhum plano nosso acontecer. Cansado de nada dar certo entre nós dois.
— Mas pra dar certo a gente tem que tentar.
— Você quer tentar?
— De novo?
— Quantas vezes for preciso.
— Quero… Mas tenho medo.
— Não tenha, eu estou aqui e pra sempre vou estar. Fiquei aqui durante seis meses te esperando, e ficaria seis décadas.
Havia pensado que seria diferente, que voltaria com lágrimas nos olhos. Mas não, volto trazendo sorrisos e ele de volta.” Lucas Rodrigues, LR.
(via p-ersist)
(Source: que-ce-soit, via perdidonoparaiso)
